“Encha um chifre com óleo e vá a Belém; eu o enviarei a Jessé. Escolhi um de seus filhos para ser rei.”  (1 Sm 16.1 – nvi.)

Deus mandou que Samuel fosse a Belém. Naquele momento, o profeta andava triste por causa de Saul, que havia sido ungido rei de Israel, mas que não fora aprovado por Deus para a incumbência. “Samuel tinha pena dele.”

          E o Senhor envia Samuel para ungir o novo rei.

          O profeta sai cheio de expectativas. Ainda mantinha Saul na mente. Tirando o gravíssimo fato de o antigo rei ter sido desobediente a Deus, todo o resto nele era positivo. Saul era “moço, e tão belo que entre os filhos de Israel não havia outro homem mais belo do que ele; desde os ombros para cima sobressaía a todo o povo” (1 Sm 9.2). Alto, bonito e jovem! Passava por aí o padrão de rei que o profeta acreditava ser o ideal.

          Chegando a Belém, reuniu Jessé e os filhos dele. “Samuel viu Eliabe e pensou: ‘Com certeza este aqui é o que o Senhor quer ungir’” (16.6 – nvi). O tal do Eliabe se encaixava direitinho no padrão que o profeta projetara. Pronto. Missão cumprida!

          Nesse instante, ele ouve o Senhor lhe dizer:

          “Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração.” (16.7.)

Deus lhe confidenciou a forma como avalia todas as pessoas – pelo coração. Não importa a aparência.

          Jessé mostrou todos os seus filhos (todos que julgava relevantes). Mas o Senhor não havia escolhido nenhum daqueles.

          “Perguntou Samuel a Jessé: Acabaram-se os teus filhos? Ele respondeu: Ainda falta o mais moço, que está apascentando as ovelhas. Disse, pois, Samuel a Jessé: Manda chamá-lo, pois não nos assentaremos à mesa sem que ele venha. Então, mandou chamá-lo e fê-lo entrar. Era ele ruivo, de belos olhos e boa aparência. Disse o Senhor: Levanta-te e unge-o, pois este é ele.” (16.11,12.)

          Alguns detalhes são importantes nesse episódio:

  1. Davi era invisível em casa.
  2. Como o pai tinha sete outros filhos, o caçula era quase desnecessário.
  3. Sendo assim, a expectativa do pai em relação a ele era muito baixa – “Serve para cuidar das ovelhas”.
  4. Davi tinha boa aparência.
  5. Deus sempre vê o coração.
  6. Independentemente do que todas as outras pessoas pensavam a respeito de Davi, Deus o escolheu.

Esses pontos são importantes. Por que Deus escolheu uma pessoa de boa aparência?

Porque o Senhor vê o coração!!!!!!

Da mesma forma que Deus não rejeita uma pessoa feia, com deficiências, ele não rejeita quem é bonito. Ele vê o coração!

Igualmente, ele não rejeita os pobres. Mas também não rejeita os ricos. Ele vê o coração!

No final das contas, não importa como somos, não importa o que os outros pensam sobre nós. Importa quem somos, se nascemos de novo, se deixamos o Espírito Santo purificar nosso coração, se cremos que Deus fará cumprir seu plano em nossa vida.

          O próprio Davi fez esta oração tempos depois:

          Cria em mim um coração puro, ó Deus.” (Sl 51.10.)

Escrito por Ângela Mara Leite Drumond é revisora, graduada em Letras pela UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais.

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